Se fosse para eleger um estilo musical conhecido no mundo todo, que tivesse influenciado gerações e quebrado muitos tabus, este estilo com certeza seria o Rock! Por isso, não é à toa que há um dia especialmente dedicado a ele. Faz 24 anos que, no dia 13 de julho, é celebrado o Dia Internacional do Rock. A escolha desta data não foi aleatória. No ano de 1985, o vocalista da banda Boomtown Rats, Bob Geldof, organizou um mega show, o Live Aid, para arrecadar fundos e contribuir para o combate a miséria e a fome na África. O Live Aid contou com a participação de grandes nomes do rock e do pop mundial como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Elvis Costello, Black Sabbath, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, Santana, Madonna, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, Beach Boys, entre outros. Em 2005, Bob Geldof, apoiado por Bono Vox, voltou a organizar um grande evento beneficente, o Live 8, que pedia o perdão da dívida externa dos países mais pobres do mundo. Do rythm & blues à música eletrônica, o rock passa por várias estações. Em qual delas você
vai descer? Todo interligado como uma rede de metrô que ninguém planejou, o rock ’n’ roll cruza estilos e r
itmos. Em cada estação, guitarras e baterias contam a história do menino rebelde, mestiço, filho ilegítimo de uma vertente musical afro-americana (rhythm ’n’ blues) e um gênero de tradições européias (country). Contraditório desde o início, ele surge num país e numa época marcados pela segregação racial. Seu ponto de partida também é polêmico: há quem defenda Rocket 88, gravado em 1951 por Jackie Brenston; outros preferem Shake, Rattl and Roll, registrado em 1954 pelo negro Big Joe Turner e pelo branco Bill Halley. O rock talvez seja o mais mutante dos gêneros. Graças a sua capacidade de absorver e recombinar influências, ele segue surpreendendo. O mais legal é transitar pelas vertentes desse submundo, da rebeldia adolescente às melodias eletrônicas.
Todo o trajeto. Conheça uma por uma as linhas do rock.
Country: Bill Halley, Elvis Presley e todos da gravadora Sun, de onde o rock saiu para
dominar o mundo, eram fãs do som caipira americano. Associado ao swing e ao boogie, o
gênero rural permanece na essência do rock ao longo das décadas.
Rhythm & Blues: Os primeiros rocks se confundem com os blues “para pular” (jump blues) dos anos 40, com elementos das big bands de swing. A soul music e todos os sons negros que
também vieram a partir daí estão na alma do rock.
Pop: A indústria de ídolos da música popular americana já existia, mas abraçou o rock com
especial paixão. Compositores como Leiber & Stoller e produtores como Phil Spector abriram
terreno para fenômenos como os Beatles.
Rock: Entre 1954 e 1969 é possível traçar uma espécie de tronco básico de onde partem todos
os ramais para essa viagem. Quase tudo o que veio depois foi definido pelas experimentações
desse período de extrema criação.
Folk Rock: A partir de Bob Dylan, a tradição medieval do trovador e as ambições poéticas e
autorais se tornaram uma das principais vertentes do rock, ressurgindo ciclicamente no
centro das atenções. Principalmente da crítica.
Rock Pesado: A partir do Yardbirds, banda que deu origem ao Led Zeppelin, o barulho segue
em nuances hard rock e metal (com as subdivisões e misturas que tornaram esta linha uma
das mais populares e inquietas).
Rock Alternativo: O termo é dos anos 90, mas batiza a linha que, baseada em Beatles e Stones, encarna a vocação contestadora do rock. Sai do Velvet e perfaz um trajeto cheio de estações, divisões, curvas e revoluções – entre elas, o punk.
Rock Progressivo: Vindo da psicodelia britânica e do lp Sgt. Pepper’s, dos Beatles, musicalmente mais elaborado, teve seu auge nos anos 70, mas ainda é influente, apesar das
críticas. Rush e as bandas de metal melódico que o digam.
Eletrônico: A partir do Kraftwerk, o front criativo vai rumo à tecnologia. Influenciando o pop e o comportamento, no final dos anos 80, ele se afasta do rock ortodoxo. Em espírito, trabalhos como os de Fatboy Slim fazem desta uma linha não tão estranha ao rock.
Qual foi o primeiro cantor ou grupo de rock brasileiro?
Antes que existisse no Brasil gente desse tipo, já havia aqui gravações do gênero. A primeira foi uma cover de "Rock Around the Clock", o hit de Bill Haley and His Comets que espalhou o rock’n’roll pelo planeta. A tal cover - intitulada "Ronda das Horas", mas com a letra original em inglês - foi gravada em outubro de 1955 por Nora Ney, especialista em sambas-canção.
Dois discos de 1957 disputam o título de primeiro rock totalmente composto no Brasil. Segundo o especialista Marcelo Fróes, em seu livro Jovem Guarda - Em Ritmo de Aventura (2000), a honra cabe a "Rock and Roll em Copacabana", de Miguel Gustavo, autor da marchinha "Pra Frente, Brasil", que embalou a seleção de futebol na Copa de 1970. "Rock and Roll em Copacabana" foi gravada por ninguém menos que Cauby Peixoto e lançada em maio de 57. Porém, no mesmo mês, a veterana pianista Carolina Cardoso de Menezes soltou seu "Brasil Rock". Até onde se sabe, a gravação de Cauby foi em janeiro e a de Carolina em março, mas é
impossível precisar qual das canções foi composta primeiro.
O fato é que nenhuma dessas pessoas se especializou em rock, apenas tiveram incursões esporádicas pelo ritmo. Assim, os títulos de primeiro cantor e de primeiro grupo de rock do país cabem a Betinho e Seu Conjunto, que gravaram, em abril de 1957, "Enrolando o Rock", composto pelo líder da banda em parceria com Heitor Carillo. Alberto Borges de Barros, o Betinho, era filho de Josué de Barros, o descobridor de Carmen Miranda - e pode ser visto, com Seu Conjunto, interpretando "Enrolando o Rock" no filme Absolutamente Certo (1957), de Anselmo Duarte, um clássico da chanchada.
A gritaria do punk rock sempre girou em torno de questões políticas. Nos últimos anos, contudo, uma nova vertente do gênero surgiu para demonstrar que os brutos musicais também
amam. Ela se chama emocore e casa letras emotivas com o barulho do hardcore – daí o seu nome. Odes à mulher amada, reflexões adolescentes sobre a solidão, lamentos pela paixão perdida: são esses os assuntos prediletos dos grupos de "emo" – na abreviação usada pelos fãs. Nos Estados Unidos, bandas como Jimmy Eat World estão chegando ao topo das paradas com
essa receita. No Brasil, o mais popular representante do movimento emo é o CPM 22, que já vendeu 300.000 discos. "Juntamos o punk e o romantismo do Roberto Carlos e criamos o robertocore, uma versão nacional do emo", diz Wally, o guitarrista do grupo.
O emocore surgiu no início dos anos 90. Algumas bandas de hardcore decidiram encaixar canções mais leves em seu repertório, para arrefecer o ânimo dos fãs que, atiçados pelas letras violentas, transformavam seus shows em verdadeiros campos de batalha. Aos poucos, foi ficando claro que falar de amor era um bom negócio, até que há dois ano
s o emo explodiu entre os adolescentes americanos. Os principais grupos de lá são o Jimmy Eat World, que tem servido até como fundo musical para festas de casamento descoladas, e o Dashboard Confessional. Este último, liderado pelo cantor Chris Carraba, bateu os maiores astros da música pop americana no último Video Music Awards, da MTV, com a música Screaming Infidelities.
A trajetória do CPM 22 é semelhante à dos grupos americanos. Formado em 1995, o quinteto tocava canções de protesto na cena alternativa de São Paulo. O lado sentimental, segundo os integrantes da banda, aflorou naturalmente e deu bons resultados. O quinteto passou das pequenas casas noturnas para apresentações em grandes festivais de música. Além do CPM 22, outros grupos começam a ganhar popularidade. O quinteto Dance of Days, cujo vocalista Nenê Altro canta letras meigas como se estivesse sob tortura, começa a ter suas músicas executadas por rádios voltadas para o público jovem. Outra banda que ameaça deslanchar é a Hateen, que se considera a pioneira do emocore no Brasil. Vocalista e guitarrista do Hateen, Rodrigo Koala é o autor de Não Sei Viver sem Ter Você, uma das canções mais tocadas do último disco do CPM 22. Koala tem uma teoria sobre o sucesso do emocore: "As meninas curtem as letras. Por isso, um show de emo é o melhor lugar para um cara que gosta de rock pesado arranjar namorada ou levar a que já tem". É uma maneira, enfim, de juntar o útil ao desagradável.
Nesses anos de vida, o rock, que não é apenas música, e sim comportamento, pensamento, moda - uma religião -, está cada vez mais maduro e com espírito evolutivo, vive em constante transição - um
camaleão sonoro. Além da música, o rock está sempre presente na moda e no comportamento das pessoas, que muitas vezes são ditadas por seus ídolos. Mas não é só isso! Fora desse contexto histórico, tem uma mesa de rock com os grandes entendedores do assunto: André Pomba, Kid Vinil, André Barcinski e Fernando Rosa, que relatam como é viver rock'n'roll. Roberto Maia, nosso homem enciclopédia, escreveu sua coluna especialmente para a data. E como rock é sinônimo de curtição, sugerimos uma variedade de casas e shows, para os roqueiros aproveitarem ao melhor estilo: Som no último volume! Agora o resto é com você, faça uma ótima viagem pela "Road 66", com seu "Mercedes Benz", diga no ouvido da sua companheira(o) "lets spend night together"! Yeah!!!
See Ya! beijomeliga...
vai descer? Todo interligado como uma rede de metrô que ninguém planejou, o rock ’n’ roll cruza estilos e r
itmos. Em cada estação, guitarras e baterias contam a história do menino rebelde, mestiço, filho ilegítimo de uma vertente musical afro-americana (rhythm ’n’ blues) e um gênero de tradições européias (country). Contraditório desde o início, ele surge num país e numa época marcados pela segregação racial. Seu ponto de partida também é polêmico: há quem defenda Rocket 88, gravado em 1951 por Jackie Brenston; outros preferem Shake, Rattl and Roll, registrado em 1954 pelo negro Big Joe Turner e pelo branco Bill Halley. O rock talvez seja o mais mutante dos gêneros. Graças a sua capacidade de absorver e recombinar influências, ele segue surpreendendo. O mais legal é transitar pelas vertentes desse submundo, da rebeldia adolescente às melodias eletrônicas.Mapa de acesso
Conexões. Sucesso garantido nas paradas obrigatórias.
Chuck Berry: Personifica a essência do gênero: compositor, instrumentista, performer e, sobretudo, um tremendo sacana.
Elvis Presley: O primeiro ídolo a cruzar a ponte rock/pop, o ícone-mor, mito e mico, conquistador e traidor, exemplo e caricatura. Parâmetro para medir todos no rock – e no pop.
Beatles: Mil bandas em uma, template válido para todas as gerações, o DNA mitocondrial. Eles fizeram quase tudo.
Glam Rock: Pop, hard rock, armações e a escada que o gênio David Bowie usou para subir.
Pós-Punk: A coragem e a cara-de-pau do punk levam ao rock novas possibilidades.
Tecnopop: Sintetizadores e seqüenciadores a serviço do pop. Hoje reprocessado com o nome de electro.
Grunge: Outra colisão entre alternativos e pesados, fusão a cargo de Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains: mortos e feridos no caminho.
Thrash: A partir de Kill’em All, do Metallica (1982), velocidade e volume brutais unem metal e punk.
Rocktrônica: A eletrônica com cara, atitude e sons – sampleados ou não – de rock .
College Rock: Som dos universitários americanos do começo dos anos 80, com espaço para
bandas díspares como Husker Du, R.E.M. e Pixies.
Country Alternativo: Neobaladismo em onda caubói–lírica que inexplicavelmente bate forte
em Londres.
Indie Dance: Confluência hedonista no Reino Unido, com ecos tardios mundo afora nos anos 90.
Conexões. Sucesso garantido nas paradas obrigatórias.
Chuck Berry: Personifica a essência do gênero: compositor, instrumentista, performer e, sobretudo, um tremendo sacana.
Elvis Presley: O primeiro ídolo a cruzar a ponte rock/pop, o ícone-mor, mito e mico, conquistador e traidor, exemplo e caricatura. Parâmetro para medir todos no rock – e no pop.
Beatles: Mil bandas em uma, template válido para todas as gerações, o DNA mitocondrial. Eles fizeram quase tudo.
Glam Rock: Pop, hard rock, armações e a escada que o gênio David Bowie usou para subir.
Pós-Punk: A coragem e a cara-de-pau do punk levam ao rock novas possibilidades.
Tecnopop: Sintetizadores e seqüenciadores a serviço do pop. Hoje reprocessado com o nome de electro.
Grunge: Outra colisão entre alternativos e pesados, fusão a cargo de Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains: mortos e feridos no caminho.
Thrash: A partir de Kill’em All, do Metallica (1982), velocidade e volume brutais unem metal e punk.
Rocktrônica: A eletrônica com cara, atitude e sons – sampleados ou não – de rock .
College Rock: Som dos universitários americanos do começo dos anos 80, com espaço para
bandas díspares como Husker Du, R.E.M. e Pixies.
Country Alternativo: Neobaladismo em onda caubói–lírica que inexplicavelmente bate forte
em Londres.
Indie Dance: Confluência hedonista no Reino Unido, com ecos tardios mundo afora nos anos 90.
Todo o trajeto. Conheça uma por uma as linhas do rock.
Country: Bill Halley, Elvis Presley e todos da gravadora Sun, de onde o rock saiu para
dominar o mundo, eram fãs do som caipira americano. Associado ao swing e ao boogie, o
gênero rural permanece na essência do rock ao longo das décadas.
Rhythm & Blues: Os primeiros rocks se confundem com os blues “para pular” (jump blues) dos anos 40, com elementos das big bands de swing. A soul music e todos os sons negros que
também vieram a partir daí estão na alma do rock.
Pop: A indústria de ídolos da música popular americana já existia, mas abraçou o rock com
especial paixão. Compositores como Leiber & Stoller e produtores como Phil Spector abriram
terreno para fenômenos como os Beatles.
Rock: Entre 1954 e 1969 é possível traçar uma espécie de tronco básico de onde partem todos
os ramais para essa viagem. Quase tudo o que veio depois foi definido pelas experimentações
desse período de extrema criação.
Folk Rock: A partir de Bob Dylan, a tradição medieval do trovador e as ambições poéticas e
autorais se tornaram uma das principais vertentes do rock, ressurgindo ciclicamente no
centro das atenções. Principalmente da crítica.
Rock Pesado: A partir do Yardbirds, banda que deu origem ao Led Zeppelin, o barulho segue
em nuances hard rock e metal (com as subdivisões e misturas que tornaram esta linha uma
das mais populares e inquietas).
Rock Alternativo: O termo é dos anos 90, mas batiza a linha que, baseada em Beatles e Stones, encarna a vocação contestadora do rock. Sai do Velvet e perfaz um trajeto cheio de estações, divisões, curvas e revoluções – entre elas, o punk.
Rock Progressivo: Vindo da psicodelia britânica e do lp Sgt. Pepper’s, dos Beatles, musicalmente mais elaborado, teve seu auge nos anos 70, mas ainda é influente, apesar das
críticas. Rush e as bandas de metal melódico que o digam.
Eletrônico: A partir do Kraftwerk, o front criativo vai rumo à tecnologia. Influenciando o pop e o comportamento, no final dos anos 80, ele se afasta do rock ortodoxo. Em espírito, trabalhos como os de Fatboy Slim fazem desta uma linha não tão estranha ao rock.
De onde vem a expressão rock and roll?
A expressão, que literalmente significa "balançar e rolar", fazia parte da gíria dos negros americanos desde as primeiras décadas do século XX, para referir-se ao ato sexual. Assim, ela já aparecia em várias letras de blues e rhythm’n’blues como "Good Rockin’
Tonight" (1947), de Roy Brown - antes de ser adotada como nome do novo estilo musical, que surgiu nos anos 50, com Bill Halley e Elvis Presley, e consistia basicamente na fusão desses ritmos negros com a branquela música country. Esse batismo costuma ser atribuído ao disc-jóquei americano Alan Freed (1922-1965), cujo programa de rádio foi um dos principais responsáveis pela popularização da nova onda, altamente dançante, que logo contagiou toda a juventude do país e do mundo. Na década de 60, o rótulo foi abreviado para rock, para abranger as mudanças provocadas por artistas como Bob Dylan e Beatles, abrindo um leque de infinitas variações: rock psicodélico, rock progressivo, folk rock, hard rock, heavy metal etc etc. A partir daí, o termo rock’n’roll passou a significar exclusivamente o estilo original, característico da década de 50.
Tonight" (1947), de Roy Brown - antes de ser adotada como nome do novo estilo musical, que surgiu nos anos 50, com Bill Halley e Elvis Presley, e consistia basicamente na fusão desses ritmos negros com a branquela música country. Esse batismo costuma ser atribuído ao disc-jóquei americano Alan Freed (1922-1965), cujo programa de rádio foi um dos principais responsáveis pela popularização da nova onda, altamente dançante, que logo contagiou toda a juventude do país e do mundo. Na década de 60, o rótulo foi abreviado para rock, para abranger as mudanças provocadas por artistas como Bob Dylan e Beatles, abrindo um leque de infinitas variações: rock psicodélico, rock progressivo, folk rock, hard rock, heavy metal etc etc. A partir daí, o termo rock’n’roll passou a significar exclusivamente o estilo original, característico da década de 50. Qual foi o primeiro cantor ou grupo de rock brasileiro?
Antes que existisse no Brasil gente desse tipo, já havia aqui gravações do gênero. A primeira foi uma cover de "Rock Around the Clock", o hit de Bill Haley and His Comets que espalhou o rock’n’roll pelo planeta. A tal cover - intitulada "Ronda das Horas", mas com a letra original em inglês - foi gravada em outubro de 1955 por Nora Ney, especialista em sambas-canção.
Dois discos de 1957 disputam o título de primeiro rock totalmente composto no Brasil. Segundo o especialista Marcelo Fróes, em seu livro Jovem Guarda - Em Ritmo de Aventura (2000), a honra cabe a "Rock and Roll em Copacabana", de Miguel Gustavo, autor da marchinha "Pra Frente, Brasil", que embalou a seleção de futebol na Copa de 1970. "Rock and Roll em Copacabana" foi gravada por ninguém menos que Cauby Peixoto e lançada em maio de 57. Porém, no mesmo mês, a veterana pianista Carolina Cardoso de Menezes soltou seu "Brasil Rock". Até onde se sabe, a gravação de Cauby foi em janeiro e a de Carolina em março, mas é
impossível precisar qual das canções foi composta primeiro.
O fato é que nenhuma dessas pessoas se especializou em rock, apenas tiveram incursões esporádicas pelo ritmo. Assim, os títulos de primeiro cantor e de primeiro grupo de rock do país cabem a Betinho e Seu Conjunto, que gravaram, em abril de 1957, "Enrolando o Rock", composto pelo líder da banda em parceria com Heitor Carillo. Alberto Borges de Barros, o Betinho, era filho de Josué de Barros, o descobridor de Carmen Miranda - e pode ser visto, com Seu Conjunto, interpretando "Enrolando o Rock" no filme Absolutamente Certo (1957), de Anselmo Duarte, um clássico da chanchada.
Brutos adocicados
Música punk e letras que parecem saídas de um CD de Roberto Carlos? Isso é emocore
A gritaria do punk rock sempre girou em torno de questões políticas. Nos últimos anos, contudo, uma nova vertente do gênero surgiu para demonstrar que os brutos musicais também
amam. Ela se chama emocore e casa letras emotivas com o barulho do hardcore – daí o seu nome. Odes à mulher amada, reflexões adolescentes sobre a solidão, lamentos pela paixão perdida: são esses os assuntos prediletos dos grupos de "emo" – na abreviação usada pelos fãs. Nos Estados Unidos, bandas como Jimmy Eat World estão chegando ao topo das paradas com
essa receita. No Brasil, o mais popular representante do movimento emo é o CPM 22, que já vendeu 300.000 discos. "Juntamos o punk e o romantismo do Roberto Carlos e criamos o robertocore, uma versão nacional do emo", diz Wally, o guitarrista do grupo.
O emocore surgiu no início dos anos 90. Algumas bandas de hardcore decidiram encaixar canções mais leves em seu repertório, para arrefecer o ânimo dos fãs que, atiçados pelas letras violentas, transformavam seus shows em verdadeiros campos de batalha. Aos poucos, foi ficando claro que falar de amor era um bom negócio, até que há dois ano
s o emo explodiu entre os adolescentes americanos. Os principais grupos de lá são o Jimmy Eat World, que tem servido até como fundo musical para festas de casamento descoladas, e o Dashboard Confessional. Este último, liderado pelo cantor Chris Carraba, bateu os maiores astros da música pop americana no último Video Music Awards, da MTV, com a música Screaming Infidelities.A trajetória do CPM 22 é semelhante à dos grupos americanos. Formado em 1995, o quinteto tocava canções de protesto na cena alternativa de São Paulo. O lado sentimental, segundo os integrantes da banda, aflorou naturalmente e deu bons resultados. O quinteto passou das pequenas casas noturnas para apresentações em grandes festivais de música. Além do CPM 22, outros grupos começam a ganhar popularidade. O quinteto Dance of Days, cujo vocalista Nenê Altro canta letras meigas como se estivesse sob tortura, começa a ter suas músicas executadas por rádios voltadas para o público jovem. Outra banda que ameaça deslanchar é a Hateen, que se considera a pioneira do emocore no Brasil. Vocalista e guitarrista do Hateen, Rodrigo Koala é o autor de Não Sei Viver sem Ter Você, uma das canções mais tocadas do último disco do CPM 22. Koala tem uma teoria sobre o sucesso do emocore: "As meninas curtem as letras. Por isso, um show de emo é o melhor lugar para um cara que gosta de rock pesado arranjar namorada ou levar a que já tem". É uma maneira, enfim, de juntar o útil ao desagradável.
Nesses anos de vida, o rock, que não é apenas música, e sim comportamento, pensamento, moda - uma religião -, está cada vez mais maduro e com espírito evolutivo, vive em constante transição - um
camaleão sonoro. Além da música, o rock está sempre presente na moda e no comportamento das pessoas, que muitas vezes são ditadas por seus ídolos. Mas não é só isso! Fora desse contexto histórico, tem uma mesa de rock com os grandes entendedores do assunto: André Pomba, Kid Vinil, André Barcinski e Fernando Rosa, que relatam como é viver rock'n'roll. Roberto Maia, nosso homem enciclopédia, escreveu sua coluna especialmente para a data. E como rock é sinônimo de curtição, sugerimos uma variedade de casas e shows, para os roqueiros aproveitarem ao melhor estilo: Som no último volume! Agora o resto é com você, faça uma ótima viagem pela "Road 66", com seu "Mercedes Benz", diga no ouvido da sua companheira(o) "lets spend night together"! Yeah!!!See Ya! beijomeliga...
Nossa perto teu jeito de pensar digitar....
ResponderExcluirO Rock tah na veia de todos...
Rock'n'Roll \m
ResponderExcluirAmei seu POst!não só porque amo rock...ele ta muito bom.Bjs
ResponderExcluirnossa mas como um apessoa consegue falr tão bem de ock sério é muiot difícil
ResponderExcluirRock na veia irmãos!!!!!
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