22 de mar. de 2010

Ayrton Senna do Brasil!


Hoje dia 21 de março de 2010, o maior ídolo que esse paí teve completaria 50 anos. Ayrton Senna da Silva, nasceu no dia 21 de março de 1960. Porém vitoriosa e iluminada vida foi interrompida na Pista de San Marino (Ímola), na curva Tamburello, onde havia ocorrido antes dois graves acidentes, num deles com Rubens Barrichello. Deu-se assim seu triste fim...

Depois das duas primeiras corridas, o circo da Fórmula 1 regressou à Europa. A sua primeira prova, no dia 1º de Maio, foi em Imola para o Grande Prêmio de San Marino. Quando começou a sessão de qualificação em Imola, ele respondeu aos seus críticos de um modo decidido. Apesar de perturbado com o espectacular acidente de Rubens Barrichello, conseguiu a pole provisória rodando meio segundo mais rápido que o Benetton de Schumacher e o Ferrari de Gerhard Berger.

"Foi obviamente, uma sessão um pouco caótica, devido ao acidente do Rubens", disse depois. "Penso que dadas as circunstâncias, foi um resultado excelente".

O acidente de Barrichello perturbou Senna. Ele era o seu protegido desde que, um ano antes, tinha ingressado na equipe Jordan. Ayrton acreditava que o seu amigo paulista de 21 anos, seria o seu sucessor natural, o homem que tomaria a si o título de melhor piloto brasileiro. Quando viu o acidente, saiu da pista e dirigiu-se de imediato ao local. Barrichello, ainda inconsciente, é então acompanhado por ele até ao centro médico do circuito, onde finalmente recupera os sentidos.

Senna segurou a sua mão e falou serenamente: "Fica calmo. Você vai ficar bom". A sua presença e genuína preocupação foram muito apreciadas por Barrichello.

Felizmente, o acidente do Brasileiro não foi tão sério como à primeira vista parecia e ele regressou no dia seguinte ao circuito, para uma conferência de imprensa no motorhome da Jordan.

A comunidade da Fórmula respirou de alívio. Mas, decorridos apenas vinte minutos da segunda sessão de qualificação, deu-se outro terrível acidente espalhando de novo o horror pelo paddock.

O austríaco Roland Ratzenberger, ao tentar pela terceira vez qualificar o novo MTV Simtek-Ford, saiu da pista na curva Villeneuve, batendo de lado nas barreiras de proteção. O impacto foi violentíssimo, de tal modo que Ratzenberger partiu instantaneamente o pescoço.

Foi o primeiro acidente fatal num Grande Prêmio em doze anos, e o paddock da F1 ficou chocado. Apenas Senna se deslocou com alguns comissários ao local e em memória de Ratzenberger decidiu não participar mais da sessão de qualificação. No entanto, o tempo conseguido na sexta-feira permitiu-lhe ainda manter a pole position.

"O Ayrton estava preocupado com as condições de segurança da pista", disse, perturbada, a sua namorada Adriane Galisteu, a quem telefonou para o seu apartamento no Algarve, sábado à noite. "Ele visitou os locais de ambos os acidentes e disse que não estava com muita vontade para correr em Imola". Alguns jornalistas também notaram que Senna estava apreensivo durante o fim de semana.

Após um warm-up, sem incidentes, onde registrou novamente o melhor tempo, Senna tomou, de um modo frio e determinado, o seu lugar no grid daquela que seria a sua última corrida.

Partindo da pole, tomou a liderança seguido de perto por Schumacher. J. J. Lehto deixou o motor do seu Benetton-Ford morrer na largada, erguendo os braços para avisar aqueles que seguiam atrás. Todos se desviram, exceto Pedro Lamy, que vendo abrir-se uma brecha à sua esquerda e sem saber porquê, optou por seguir por ali. O seu Lotus bateu então na traseira do carro imóvel de Lehto, saindo disparado contra o muro à esquerda. Atravessa depois a pista até bater nas barreiras do lado oposto, onde finalmente pára.

O acidente pareceu bastante grave mas, pouco tempo depois, Lamy saiu ileso do seu carro parcialmente destruído. Lehto sofreu um pequeno ferimento no braço esquerdo. Quatro espectadores foram atingidos por destroços de ambos os carros e apresentando pequenos ferimentos foram tratados no Hospital de Imola.

O incidente trouxe para a pista o Safety Car e atrás dele, com Senna a liderar, mantiveram-se todos os pilotos durante quatro voltas. Quando surgiu a luz verde, Ayrton e Schumacher destacaram se de imediato dos demais concorrentes, retomando a sua batalha. Porém, esta só durou mais uma volta.

Ao passar na assustadoramente rápida curva Tamburello pela sexta vez, o carro de Ayrton Senna saiu e bateu violentamente no muro de cimento.

A bandeira vermelha é então mostrada e a corrida é interrompida. Pela terceira vez neste fim de semana negro, o Professor Sid Watkins lidera a equipe médica para socorrer a mais um acidente grave. Quando chega ao local, fica chocado com o que vê.

Ainda na pista corta o capacete de Senna, apercebendo-se então da gravidade dos ferimentos. "Foi muito difícil para mim", disse depois. "Eu sabia que o rapaz não ia conseguir sobreviver".

Durante 17 minutos os médicos lutaram por mantê-lo vivo, mas sabiam que isso era praticamente impossível. É depois transferido para o Hospital Maggiore em Bolonha onde é declarado morto às 18.40.

"Ele morreu devido a graves ferimentos no crânio e cérebro" comunicou o Prof. Watkins, neurocirurgião londrino. "Haviam várias fraturas no crânio, bem como fortes hemorragias na sua base. Ele esteve inconsciente o tempo todo. Entrou em coma profundo, de onde não mais saiu".

 Dali em diante o Brasil perdeu seu maior ídolo, seu filho mais patriota que mais amava e honrava nossa bandeira..Mas até hoje lembramos dele com carinho e orgulho, mesmo que as manhãs de domingo não tenha o mesmo sentido ou gosto de se ver...
 
 
O que ele achava dele mesmo?

Sobre a Vitória:
"Ganhar é como uma droga, pelo menos, é isso que eu acho. As sensações, o prazer que tenho quando ganho - é isso que me faz continuar".

Ficar em Segundo Lugar:
"Não consigo, em circunstância alguma, justificar ficar em segundo ou terceiro lugar, sabendo de antemão que se fazendo o que deveria ser feito. Sim, é verdade que pode haver uma eventualidade em que alguém consegue melhores resultados porque estamos um pouco mal preparados. Mas, quando se tem muito tempo para fazer o nosso trabalho, e para nos prepararmos convenientemente então é uma situação que não aceito facilmente".

A Mente do Piloto:
"Uma coisa que acontece nas nossas vidas como pilotos, é que fazemos muitas coisas num curto período de tempo. Então temos de viver de forma muito intensa. E, ao viver muito intensamente, as coisas andam muito rápido, tudo acontece muito rápido. E a dificuldade está em fazer sempre tudo bem".

Empenho:
"Num meio tão competitivo, empenho é essencial. Empenho - ou se tem ou não se tem. Mas, com certeza tem que se ter empenho perto dos cem por cento, ou dos noventa por cento, ou mesmo perto dos oitenta por cento. É uma questão de carácter, de personalidade, de alvo, de desejo de se conseguir algo, acreditar naquilo que se faz, como se gostaria de realizar as expectativas, os sonhos. Isto não é apenas diferente de pessoa para pessoa, varia também de dia para dia".

Emoções de um piloto de F1:
"A vida seria muito chata sem sensações, sem emoções. E há sensações que só nós podemos experimentar. Na nossa profissão, temos os carros, temos os chefes de equipe, temos toda uma série de pessoas que fazem parte do nosso meio. Mas, naturalmente, o interesse principal está na personalidade do profissional que conduz o carro. é uma profissão única e privilegiada, mas é também cheia de tensões".

"Ganhar, bater um recorde, perder, passar uma curva a uma velocidade que poucos segundos antes julgávamos impossível, falhar, sentir-se com sorte, sentir raiva, entusiasmo, tensão ou dor - só nós é que podemos ter esta sensação em toda a sua intensidade."

"Ninguém mais consegue, considerando que, na nossa profissão, lidamos muito com o ego , com o perigo, com a nossa saúde, não dia após dia, mês após mês ou ano após ano, mas segundo após segundo. É uma experiência única".

Sobre o Casamento:
"Uma das coisas a que dedicarei o meu tempo no futuro. Será o aumento da minha família, com uma mulher e filhos. Acontece na vida de todos".

Sobre os fãs:
"Nós entramos em milhões de casas, pela televisão e as pessoas sentem que estão perto de nós. Mas, ao mesmo tempo estão longe, muito longe. Elas não fazem a mínima idéia do que somos na realidade. Sonham em assistir às corridas ao vivo ou em verem um de nós, e provavelmente se tivessem oportunidade veriam que somos apenas pessoas, que não há nada de mágico".

Sobre companheiros de equipe:
"O único com quem tive problemas foi com o Alain Prost. Com os outros tivemos algumas diferenças de opinião, mas sempre nos respeitamos. Tive como outros companheiros, Berger, Andretti, Hakkinen, Elio de Angelis, Johnny Dumfries, Nakajima. Quando olho para trás, vejo que sempre me dei bem com todos eles, exceto com um.

Sobre a Reconciliação com Prost em Adelaide 93:
"Com todas as diferenças, os problemas que tivemos, somos ambos homens do desporto, ambos Campeões Mundiais, ambos adoramos correr. Penso que o que aconteceu, deve ser deixado como está. Demonstrou os meus sentimentos e os dele também. A reconciliação foi algo que só foi possível naquele momento".

Religião e Vulnerabilidade:
"É uma realidade na minha vida. Acho que, para os que compreendem e apreciam isto e para os que a olham de forma positiva e construtiva, é qualquer coisa que vale a pena. Não interessa o número de vezes em que tentamos e as pessoas a usam de maneira diferente, mesmo para nos magoarem. Há sempre um preço a pagar, mas eles estão a pagar um preço muito mais alto sem saberem o que estão a fazer."

"É difícil, assustador, incomoda falar sobre coisas pessoais, particularmente sobre Deus, porque não se fala sobre Deus a cada momento e em toda a parte. É muito complicado, mas eu tento falar daquilo que experimento e sinto para algumas pessoas, esperando que compreendam e apreciem. Se estou certo ou errado, os outros que decidam. Mas, pelo menos, devem respeitar o que sinto".

"Magoa-me que pensem que, por eu acreditar em Deus, sinto que sou imbatível ou mesmo imortal. O que eu disse, é que Deus me dá força, e que a vida foi um presente Seu, que temos de tratar com muito cuidado".

Sobre o Diálogo com Deus:
"Quando se lê a Bíblia, Ele fala conosco. É ainda mais forte do que se tivermos uma pessoa na nossa frente a falar conosco. Isto não me aconteceu só uma vez, acontece-me muitas vezes"
 
 
 
 
"Correr, competir, eu levo isso no sangue, é parte da minha vida." Ayrton Senna..
 
Que possamos sempre lembra-lo e mante-lo em nossos corações, lembrando sempre do tema da vítória, a música que motiva tanta gente a seguir em frente.
Ayrton...você é ETERNO para o Brasil!
See Ya! beijomeliga...

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