19 de jan. de 2010

Quando eu era pequena...


...queria ser professora, médica, cantora, atriz. Mas, por ironia do destino e influência dos meus pais, virei Publicitária e Designer Gráfico. O que há um tempo atrás era uma daquelas profissões que só homem sabia exercer, e que ainda hoje tem alguns machistas de plantão que olham torto pensando que as mulheres não dão conta do recado.
Quando eu saí do doce colegial e fui encarar os vestibulares da cidade, eu pensei em muitas opções de carreira que ia seguir, tanto que quando ia preencher minhas opções na ficha de inscrição, escolhia uma diferente da outra, uma nada haver com a outra...Mas a primeira sempre era Publicidade. Quando iniciei a faculdade ( que sinceramente não era a dos meus sonhos) via todas as garotas dizendo que queriam ser mídia, atendimento, marketing, contato, etc...e nenhuma dizendo que queria ser da criação. Já me sentia deslocada, me achando pouco feminina (rs.), mas segui na facul, realizando os sonhos que eu via claramente não serem os meus.
E aos poucos naqueles corredores infernais, nas trocas de salas, indo a agência laboratório, comecei a me encantar pela Publicidade e Propaganda. Queria no fundo dar orgulhos a meus pais, que só viam em meu irmão a mente brilhante. Nesse caminho tive professores sensasionais, alguns regulares, outros que não estavam nem aí pra gente, outros que entendiam ao extremo sobre o que diziam. Vi alunos entrarem e sairem, alunos que estavam ali só pra ter um diploma, outros que diziam estar ali só por não ter matemática no curso (e que quebraram a cara, estatística é o que?), enfim vi de tudo nesses 4 anos. Chegando no fim do curso, comecei a pensar que caminho ia seguir, se ia pelo meu feeling e continua na criação ou se ia de embalo com as outras meninas e ia me aventurar entre contas, clientes, os P´s da Publicidade, briefing,etc...
Nesse rolo, onde eu via tudo e não via nada, decidi me espelhar em meus pais, que encaravam o mercado da Comunicação Visual, como já tinha vivência como isso desde pequena, comecei ali  a traçar meu caminho...e aqui estou 5 anos depois, me aventurando, nesse mundo machista, onde eles acham que só homem vetoriza, faz faixas e placas, sinaliza caminhão,etc...
Nunca esqueço da época da facul, foram anos primordiais que fizeram eu ter a base para ser o que eu sou hoje. Acredito ter a capacidade de crescer cada dia mais.
Eis a parte teórica da minha profissão:


Comunicação Visual é todo meio de comunicação expresso com a utilização de componentes visuais, como: signos, imagens, desenhos, gráficos, ou seja, tudo que pode ser visto. O termo comunicação visual é bastante abrangente e não precisa ser limitado a uma única área de estudo ou atuação, embora o termo possa ter o mesmo sentido de design visual.

Antes do uso dos termos design visual ou programação visual serem adotados, o termo comunicação visual servia para determinar a área de atuação do designer visual (comunicador visual). Mas como alguns consideravam o termo "comunicação" muito abrangente, problema às vezes enfrentado por comunicadores sociais, o termo em inglês para projeto foi adotado. Isso foi disputado por muitos, mas a decisão foi mantida e, em se tratando de projeto, comunicação visual é sinônimo de design visual.

O Designer Gráfico:


O designer gráfico é o profissional habilitado a efetuar atividades relacionadas ao design gráfico. Logo, o designer gráfico é aquele profissional que traz ordem estrutural e forma à informação visual impressa. Exemplos de produtos do trabalho de um designer gráfico são as páginas diagramadas de um livro ou uma revista, a configuração visual de uma embalagem, logotipos de empresas e instituições, fontes tipográficas, entre outros. O escopo de sua atividade pode também se estender à reflexão das possibilidades de estruturação visual das mensagens e sua repercussão social: assim como um arquiteto não apenas projeta edifícios mas também reflete acerca da organização do contexto urbanístico de um assentamento humano, é papel do designer gráfico não apenas desenvolver soluções visuais de comunicação, mas também refletir acerca do atual âmbito de produção e consumo de mensagens. São de relevância para o designer gráfico exercer sua atividade o domínio sobre as tecnologias que lhe servem de ferramenta, e a construção de um repertório visual e de cultura geral amplos. O termo, a princípio, descreve habilitações diversas que mantêm uma formação ou prática semelhante. Portanto, designer de livros, designer de tipos, diagramador, designer de embalagem ou designer de cartaz, por exemplo, seriam diferentes atuações de designers gráficos. O mais importante para definir a área de atuação de um designer gráfico é perceber a natureza dessa atuação (mídia impressa) e se ela é relacionada à acepção geral do termo design gráfico.

A denominação foi cunhada originalmente em inglês (graphic designer), por William Addison Dwiggins em 1922.


No Brasil, a profissão do designer gráfico não é regularizada (o que significa que não existe Conselho de Classe, como o CREA ou a OAB), embora ela conste do Catálogo Geral de Profissões do Ministério do Trabalho. No campo acadêmico, o curso superior de Desenho industrial possui a habilitação programação visual ou design visual que engloba, dentre outras especializações de um designer, o design gráfico. O curso é reconhecido pelo Ministério da Educação.
Apesar da legislação permitir que qualquer cidadão exerça a atividade, normalmente isto é feito por profissionais formados em escolas superiores de Design. Antes delas surgirem, porém, uma grande quantidade de profissionais estabeleceu-se após receberem formação em áreas correlatas, como a arquitetura (especialmente designers formados pela FAUUSP) e em cursos como o do Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo.   (http://www.wikipedia.org

O site da minha empresa: http://www.sferaadesivos.com.br


See Ya! beijomeliga...

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